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terça-feira, 30 de junho de 2009

Leilão de bens - Tráfico de Drogas arrecada R$ 750 mil

Assesssoria de Imprensa
III Leilão de Bens Apreendidos de Traficantes promovido nesta segunda-feira, dia 29, em Betim, pela Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude, por intermédio da Subsecretaria de Políticas Antidrogas, arrecadou cerca de R$ 750 mil. Trezentas pessoas participaram do leilão, em que foram arrematados diversos carros, motos e caminhões. Do valor arrecadado, 80% serão destinados a programas de prevenção e tratamento de dependentes químicos no Estado, e para ação repressiva das polícias Civil e Militar de Minas Gerais. Os 20 % restantes serão para a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

Para o subsecretário de Políticas Antidrogas, Cloves Benevides, o leilão é importante sob dois aspectos. O primeiro é um de retorno para a sociedade, pois os valores arrecadados vão financiar a prevenção, o tratamento e a reinserção social de dependentes químicos. O segundo aspecto é o pedagógico onde o poder financeiro do tráfico é transformado em serviço de repressão pelas Polícias Civil e Militar.

Ainda segundo o subsecretário, a cada leilão a sensação é de aprendizado e superação graças ao trabalho conjunto entre a SEEJ e Senad. “Essa ação descentralizada, organizada no próprio estado onde os bens foram apreendidos, agiliza os processos para repasse dos recursos às ações antidrogas e demonstra aos mineiros a efetiva ação repressiva do Estado”, afirma o subsecretário. Ele diz que dessa forma o Estado enfrenta o traficante no que ele tem de mais organizado – o poder econômico.

Leilões

No II leilão, realizado em 2006, foram arrecadados R$ 592,5 mil sendo arrematados 62 carros, 21 motos, quatro caminhões e uma aeronave Cessna, esta por R$225 mil. No ano anterior, 2005, foram arrematados 53 bens, num valor total de R$ 307,6 mil.

sábado, 27 de junho de 2009

Dívidas de us$ 400 milhões


Apesar do sucesso comercial, Michael Jackson teve vida de excessos e gastava milhões a mais do que ganhava, mas bens estão avaliados em cerca de US$ 1 bilhão..

Los Angeles – Michael Jackson, o cantor, foi também Michael Jackson, o negócio de bilhões de dólares. Mesmo depois de vender, apenas nos Estados Unidos, mais de 61 milhões de discos, e ser tão popular a ponto de ter tido uma atração nos parques temáticos da Disney dedicada a ele por uma década, o Rei do Pop morreu endividado. Estima-se que a dívida esteja na casa dos US$ 400 milhões, depois de uma década de escândalos e polêmicas que o afastaram do show business. No entanto, seus bens estão avaliados em cerca de US$ 1 bilhão.

O astro impulsionou o desenvolvimento dos videoclipes e catapultou a popularidade da MTV, depois do lançamento da emissora em 1981. O clipe da música Thriller, de 1982, passava na programação a cada hora. O álbum de mesmo nome é o disco mais vendido da história. Cinco anos depois, o disco Bad vendeu 22 milhões de cópias e em 1991 o cantor assinou um contrato de gravação de US$ 65 milhões com a Sony.

Um dos acordos mais inteligentes do astro, firmado em 1985, no auge de seu sucesso, foi a aquisição, estimada em US$ 47,5 milhões, da ATV Music, que possuía os direitos autorais das canções escritas por John Lennon e Paul McCartney. O catálogo proporcionou ao cantor um fluxo estável de renda e a possibilidade de levar um estilo de vida recheado de excessos. Ele comprou o vasto rancho Neverland em 1988, por US$ 14,6 milhões. O local era uma enorme propriedade de área de 2.500 acres nas colinas de Santa Bárbara.

Mas a "bomba" explodiu em 1993, quando o astro foi acusado de molestar um garoto de 13 anos. Ele pagou uma indenização à família do menino em um acordo para que o caso fosse arquivado, mas outras alegações de pedofilia começaram a surgir. Ao enfrentar mais problemas financeiros, Jackson firmou um acordo com a Sony em 1995 para fundir a ATV com o catálogo de músicas da Sony e vender os direitos de publicação da Sony por US$ 95 milhões. Em 2001, usou metade de seus ativos da ATV como garantia para afiançar US$ 200 milhões em empréstimos do Bank of America. Como seus problemas financeiros persistiam, Jackson começou a tomar empréstimo de grandes quantias de dinheiro.

De acordo com um processo de 2002, da Union Finance & Investment Corp., Jackson deixou de pagar US$ 12 milhões em taxas e despesas. Em 2003, o músico foi preso por acusações de ter molestado outro garoto de 13 anos. O julgamento de 2005, em que foi absolvido, trouxe à tona mais detalhes de seus problemas financeiros. Segundo um contador forense, o cantor teve uma "crise financeira" e estava gastando por ano entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões a mais do que ganhava.


Em março de 2008, Neverland quase teve a hipoteca executada. Ele também não conseguiu pagar a hipoteca de uma casa em Los Angeles que havia sido usada há anos por sua família. Além disso, o astro foi obrigado a se defender de uma série de processos nos últimos anos, incluindo um de US$ 7 milhões do xeque Abdulla bin Hamad Al Khalifa, segundo filho do rei do Bahrein. Leilões de memorabilia eram frequentemente anunciados, mas se tornaram objeto de disputas legais e eram frequentemente cancelados. Mesmo assim, Jackson repetidamente emprestou dinheiro de amigos.

AJUDA Al Khalifa tentou ajudar o músico após sua absolvição, levando-o para o Bahrein e emprestando-lhe dinheiro. Em seu processo, Al Khalifa afirmou que deu milhões de dólares ao cantor para ajudar a resolver seus problemas financeiros, fazer um álbum, escrever uma autobiografia e subsidiar seu estilo de vida, incluindo mais de US$ 300 milhões por um "guru motivacional". O processo foi arquivado no ano passado por uma quantia não divulgada. E nem o disco nem o livro foram produzidos.

Outro benfeitor, o bilionário Thomas Barrack, presidente-executivo da empresa de investimento Colony Capital LLC, ajudou Jackson no ano passado quando ele corria o risco de perder Neverland em um leilão público. Barrack não estava disponível para comentários ontem, mas se referiu ao cantor em um comunicado como "um homem gentil, talentoso e compassivo. Jornal Estado de Minas