– O vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos, passa bem e já caminha pelo quarto, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês na tarde de ontem, mas não há previsão de alta. Ele foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o quarto no domingo.
Alencar está internado desde sexta-feira, quando foi submetido a mais uma cirurgia para tratamento de obstrução de tumores no intestino grosso (reto). Ainda segundo o boletim, Alencar voltará a se alimentar normalmente. Ele está sob os cuidados dos médicos Paulo Hoff, Raul Cutait, Ademar Lopes e Roberto Kalil Filho. Alencar havia sido internado no dia 9, quando se submeteu a uma cirurgia para retirada de tumores da região do abdome e para desobstrução de parte do intestino. O vice-presidente luta contra o câncer há 12 anos e já passou por 15 operações.
De acordo com Cutait, os médicos aguardarão que o vice-presidente se recupere da cirurgia para voltar a tomar “os medicamentos programados”. Fonte: O tempo
Em Belo Horizonte, 49 pessoas foram atendidas nesta quinta-feira no ambulatório de referência em Influenza A do Hospital das Clínicas da UFMG. Cinco casos foram notificados com suspeita da doença.
O hospital tem sete pacientes internados para investigação da doença. Três deles foram internados na quarta: um rapaz de 25 anos, com tosse, dor no corpo e febre; uma mulher de 44 com falta de ar e sem febre e outra de 30 anos, com febre. Todos tem o quadro clínico estável.
Além destes o caso mais grave é do homem de 27 anos, internado desde o dia 29 de junho, com diagnóstico confirmado. Ele apresentou melhora no seu quadro clínico, mas ainda respira com a ajuda de aparelhos.
Outro paciente é um homem de 51 anos, sem febre e clinicamente estável. Um rapaz de 17 anos com febre baixa teve melhora na tosse e está clinicamente estável. Além dele há um adolescente de 12 anos, também estável.
Três pessoas tiveram alta: uma mulher de 52 anos, internada desde a última terça-feira; um adolescente de 15 anos e uma criança de dois anos.
VACINA em 2010 Com a notícia de que a vacina contra o vírus só será usada no país no inverno de 2010, conforme divulgou ontem o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, as medidas de precaução em Minas Gerais, que já tem 151 confirmações da doença, são cada vez mais prudentes. Das 15 pessoas internadas nos hospitais referência da capital, oito exigem cuidados. Além delas, uma adolescente mineira, de 17 anos, que estava em férias em Porto de Galinhas (PE), está internada em estado grave em Olinda com sintomas da gripe suína.
Minas está na lista dos estados prioritários que vão receber medicamentos para o tratamento da doença. Os outros são São Paulo, com 11 mortes em consequência da gripe; Rio Grande do Sul, com 11; e Rio de Janeiro, com uma. O primeiro lote de 50 mil tratamentos contra o influenza A (H1N1), adquiridos pelo Ministério da Saúde, chegou ontem a um dos depósitos do governo federal. Eles serão distribuídos aos 68 hospitais de referência do país para o atendimento a pacientes. Uma segunda leva, com mais 50 mil unidades, será entregue até o dia 15. E outras 750 mil chegarão ao país até 30 de setembro.
Mais sete casos de gripe suína foram confirmados nesta sexta-feira em Belo Horizonte, o que eleva para 82 o número de pessoas contaminadas na capital. Cinco dos novos casos são de crianças e adolescentes do Colégio Marista. De acordo com o boletim da Secretaria Municipal de Saúde, há ainda 190 casos suspeitos e 163 foram descartados.
Em nota divulgada na tarde desta sexta, o Colégio Marista informa que a partir da próxima segunda-feira voltam as aulas dos terceiros anos do Ensino Médio, já que não há casos suspeitos entre os alunos deste segmento. Mas as outras classes continuam com as aulas suspensas porque há um caso suspeito em monitoramento. Uma nova reunião para decidir sobre o assunto será realizada na próxima terça, dia 7 de julho.
Reunião Na tarde desta sexta, a secretaria se reuniu com mais 72 representantes de escolas e faculdades particulares de Belo Horizonte. O objetivo é reforçar as orientações quanto aos cuidados que devem ser tomados em relação aos casos suspeitos de Influenza A, além de tranquilizar os pais e a comunidade escolar, esclarecendo as medidas de prevenção e tratamento de casos confirmados.
Os representantes das instituições receberam material gráfico com informações que serão repassadas aos pais, alunos e funcionários.
Gripe suína
Recomendações Em caso suspeito de Influenza A, o paciente deve ser mantido em um ambiente separado. Apenas uma pessoa deve cuidar do paciente e ambos devem usar máscara. A sala frequentada pelo paciente deverá ser mantida aberta com ventilação por até uma hora e a desinfecção das superfícies é feita com álcool 70%.
Casos suspeitos de contaminação devem ser notificado ao serviço de epidemiologia através do telefone 0800 283 2255, que irá providenciar o atendimento ao paciente.
Ambientes com grandes aglomerações de pessoas em locais fechados devem ser evitados.
(com informações da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte)
Yahoo Brasil -Cambaleante, o cantor sofreu com dificuldades físicas e emocionais O sucesso de Michael Jackson, 50 anos, infelizmente, nunca se restringiu às revistas e aos jornais especializados em música. O cantor, desde cedo, chamou atenção pela saúde frágil e pelas maluquices que sugeriam mais do que problemas físicos: as dificuldades emocionais contribuíram para que o ídolo pop se tornasse um aficcionado por remédios. Nos últimos anos, o artista só saía de casa com uma máscara cirúrgica. A proteção, além de evitar flagras nas manchas de pele e nas deformidades do nariz, também deveria protegê-lo do contato com microorganismos presentes no ar.
O sucesso de Michael Jackson, 50 anos, infelizmente, nunca se restringiu às revistas e aos jornais especializados em música. O cantor, desde cedo, chamou atenção pela saúde frágil e pelas maluquices que sugeriam mais do que problemas físicos: as dificuldades emocionais contribuíram para que o ídolo pop se tornasse um aficcionado por remédios. Nos últimos anos, o artista só saía de casa com uma máscara cirúrgica. A proteção, além de evitar flagras nas manchas de pele e nas deformidades do nariz, também deveria protegê-lo do contato com microorganismos presentes no ar.
Desde males comuns, como dores nas costas causadas pelo esforço das coreografias, até uma grave doença autoimune, Michael penou para se manter de pé. Recentemente, a dependência química atrapalhava a rotina dele: viciado em analgésicos, passou mal várias vezes nos ensaios dos shows que realizaria em Londres. O exagero com os medicamentos, inclusive, é a suspeita dos médicos para justificar a parada cardíaca que causou a morte de Michael na quinta-feira, em Los Angeles (Califórnia). Veja abaixo os problemas de saúde que abalaram o cantor ao longo da carreira.
Vitiligo: no início dos anos 1990, Jackson revelou que tinha a doença. Segundo ele, o vitiligo era responsável pela transformação da cor de sua pele, que passou de negra à branca (não só pela baia na melanina, mas também por causa dos tratamentos que era obrigado a fazer). Michael passou a ser visto sempre com óculos escuros, luvas e roupas para se proteger do sol. Na época, levantaram-se suspeitas de que a mudança de sua aparência teria sido voluntária. O vitiligo é uma doença não-contagiosa, que provoca a perda do pigmento melanina e a consequente descoloração da pele, provocando manchas brancas pelo corpo, principalmente, nas mãos, face e genitais.
"A doença pode ser desencadeada por diversos fatores, como estresse emocional, ansiedade, traumas físicos e exposição a substâncias químicas", explica a dermatologista Mônica Carvalho.
Lúpus: em 2007, saíram as primeiras informações de que o Rei do pop sofria com a doença. A enfermidade não é contagiosa, mas é autoimune, ou seja, o sistema imunológico passa a produzir anticorpos que atacam os próprios órgãos, atingindo dois ou mais ao mesmo tempo. Com sintomas semelhantes aos de inúmeras doenças, seu diagnóstico fica dificultado. Um flagra do cantor em agosto de 2008, sendo empurrado por seu segurança em uma cadeira de rodas, bastante magro e com sua inseparável máscara cirúrgica aumentou os rumores de que sua saúde estaria cada vez mais debilitada.
"Os principais alvos da doença são as articulações, as artérias, a pele, os rins, os pulmões e o coração. As manchas avermelhadas e bolhas na pele são sintomas, que pioram com a exposição ao sol. Quem tem a doença pode ficar com cicatrizes escuras no rosto, formando um desenho parecido com o focinho do lobo. Daí vem o nome Lúpus" , explica o clínico geral Flávio Dantas, da Unifesp.
Transplante de pulmão: em dezembro de 2008, pipocaram na imprensa as notícias de que o popstar teria que receber um transplante de pulmão com urgência. A boataria começou quando o biógrafo de Jackson, Ian Halperin, lançou a história de que o músico sofria de uma doença genética, chamada de anti-tripsina Alfa, que provoca enfisema pulmonar e hemorragias internas no órgão. Mais tarde, o porta-voz de Michael disse que o cantor gozava de excelentes condições de saúde.
Dependência química: em 1984, Michael precisou passar por uma cirurgia no couro cabeludo em decorrência de uma grave queimadura que sofreu durante as gravações de um comercial. O tratamento teria provocado a dependência do popstar por analgésicos. Mais tarde, o vício por medicamentos também contribuiria para que o músico desenvolve-se um quadro de hipocondria.
Dores na coluna, no peito e pressão baixa: o músico passou por diversas internações na década de 1990 com reclamações que variavam entre dores no peito, nas costas e pressão baixa, cujo problema fazia com que Michael tivesse frequentes desmaios. As dores na coluna seriam em razão da performace intensa do popstar nos palcos em seus melhores anos da carreira, com danças e passinhos que se tornaram sua marca registrada.
Câncer de pele: no início deste ano, surgiram boatos de que Michael seria vítima da doença. Embora não tenha sido oficialmente confirmada pelo artista. "Além da exposição excessiva ao sol, os tumores da pele podem estar relacionados a outros fatores de risco, como a exposição ao arsênico, a radiação ionizante, úlceras crônicas e doenças genéticas da pele" , diz a dermatologista Jackeline Mota.